2 de Abril = Blue Day

Fonte: Skoob
     Olá pessoal, voltei hoje aqui para falar sobre um assunto muito importante. Todo dia 2 de Abril é o dia de uma luta muito importante e que passa quase que despercebida por muitos de nós. Seja pela falta de conhecimento, pelo estranhamento e mesmo pela maldita ignorância nossa de cada dia, mas o autismo é muita vezes negligenciado por todos nós.
    Só quem convive com um autista sabe de verdade como essas pessoas são sensíveis e especiais. Na minha família não tem ninguém com essa disfunção do desenvolvimento, mas convivi com um autista na escola e acreditem, por causa da minha ignorância sobre esse assunto, eu não entendia o porque que ele agia daquela forma. 
   Depois que terminamos o ensino médio, perdemos o contato que mal tínhamos, porém espero que a vida tenha sido mais gentil e tenha colocado pessoas mais entendidas sobre o autismo no caminho dele.
   Uma boa maneira de começar a entender esse assunto é através dos livros, então aproveito esse post para divulgar mais um dos lançamentos da Editora Intrínseca. O livro "O que me faz pular", de Naoki Higashida, traz para nós a oportunidade de conhecer e entender o mundo através dos olhos de um autista.
    O livro foi originalmente publicado em 2007, no Japão, e mostra como as percepções do mundo em torno do autista são muitas vezes equivocadas.  Então hoje, dia 02 de abril, no Dia Internacional de Conscientização do Autismo, vamos esquecer nossos preconceitos e abrir nossas mentes e corações para essas pessoas tão sensíveis. E elas não são poucas, só no Brasil temos aproximadamente 2 milhões de autistas.
 Abaixo um trecho, copiado do próprio site da editora:

"Acha mais fácil entender os outros quando falam com você em linguagem infantil?
“Crianças com autismo também crescem e se desen­volvem a cada dia, mas, mesmo assim, somos tra­tados como bebês para sempre. Imagino que seja porque parecemos nos comportar como se fôssemos mais novos do que somos, só que, toda vez que falam comigo como se eu ainda fosse uma criancinha, fico realmente incomodado. Não sei se as pessoas acham que vou entender melhor a linguagem tatibitate ou se acham que prefiro ser tratado dessa forma.
(…) Cada vez que alguém me subestima, eu me sinto extremamente infeliz — como se não tivesse nenhuma chance de um futuro decente. Compaixão de verdade significa não pisar na au­toestima alheia. Pelo menos é assim que eu penso.”
Por que você faz coisas que não deve mesmo que já tenha sido advertido um milhão de vezes?
“’Quantas vezes eu tenho que dizer isso?!’
Nós, pessoas com autismo, ouvimos isso o tempo todo. Eu sou constantemente repreendi­do por fazer as mesmas coisas de sempre. Pode parecer que fazemos por maldade ou por pirraça, mas, juro, não é o caso. Quando somos adverti­dos, nos sentimos mal por mais uma vez termos feito algo que já nos haviam avisado que era errado. Só que, quando aparece a oportunidade, já nos esquecemos do que aconteceu na última vez e somos levados a fazer tudo de novo.
Você deve estar pensando: ‘Ele nunca vai apren­der?’ Sabemos que estamos deixando vocês tristes e chateados, mas sinto dizer que é como se não ti­véssemos escolha, e é isso. Mas, por favor, façam o que fizerem, não desistam de nós. Precisamos de sua ajuda.”
Por que você faz as mesmas perguntas o tempo todo?
“É verdade, sempre pergunto as mesmas coisas. ‘Que dia é hoje?’ ou ‘Amanhã tem aula?’. Sobre assuntos corriqueiros como esses, eu pergunto de novo e de novo. Não faço isso porque não entendo — na verdade, mesmo quando estou perguntando, sei que entendo.
A razão disso? É que esqueço muito rápido o que acabo de ouvir. Dentro da minha cabeça não exis­te grande diferença entre o que me disseram agora mesmo e o que ouvi muito tempo atrás.
Imagino que a memória de alguém nor­mal seja ordenada de forma contínua, como uma fila. A minha seria mais como uma piscina de bolinhas. Sem­pre tento ‘pegar’ essas bolinhas — fazendo perguntas — para chegar até a lembrança que elas representam.”
Por que você está sempre correndo?
“Minha mente está sempre inquieta, vagando de um lado para o outro. Não é que eu queira sair cor­rendo; só não consigo evitar disparar em direção a qualquer lugar que entre em meu campo de visão. Também fico incomodado, já que vivem me dizen­do para não fazer isso. Mas não consigo me conter.”
Qual a pior coisa de ser autista?
“Vocês não percebem. O fato é que vocês não fazem ideia de como nos sentimos mal. As pessoas que cuidam de nós podem até dizer: ‘Quer saber? Tomar conta desses garotos é um trabalho muito difícil!’ Mas ninguém sabe o quanto nós — que estamos sempre causando problemas e somos inúteis em quase tudo que tentamos fazer — nos sentimos culpados e infelizes.”
Você gostaria de ser “normal”?
“Em poucas palavras, aprendi que cada ser hu­mano, com ou sem deficiências, precisa se esforçar para fazer o melhor possível e, ao lutar para conse­guir a felicidade, ele a alcança. Veja bem, para nós o autismo é normal, então não temos como saber o que os outros chamam de ‘normal’. Porém, a par­tir do momento em que aprendemos a nos amar, não sei bem se faz diferença termos autismo ou não.” "

    É isso pessoal. Bjoxxx e até a próxima. 


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