Autor pernambucano traz novidade para as livrarias do Brasil


Capa linda do livro 
         Olá pessoal! Hoje eu vim trazer para vocês uma novidade muito legal que está chegando às livrarias nesse mês de agosto. O livro “Estrelas Cadentes Não Dizem Adeus” de autoria de J.A. Marcos já chega às livrarias com status de uma das grandes obras da atualidade. Publicado pela Uno Editora, o livro nos apresenta o universo dos deficientes visuais, mas sob uma nova perspectiva, a de uma jovem de 23 anos, totalmente independente e que assim como nós tem preconceito pelo desconhecido.
      O autor J.A. Marcos é aqui do interior de Pernambuco e recebeu muitos “nãos” até finalmente vê seu livro publicado. Como nada vem fácil, Marcos travou e ainda trava uma verdadeira batalha para hoje ter seu sonho realizado. A publicação foi uma das vencedoras da promoção da Uno Editora, concorreu com cerca de 80 outras histórias, já tem resenhas no Skoob e pode ser reservado em pré-venda com o próprio autor (clique aqui).
Capas Português/Inglês do livro
      Três detalhes ainda chamam a atenção para essa publicação: o fato de que ao contrário de muitos livros nacionais, "ECNDA"  terá lançamento simultâneo em inglês,  os leitores podem imprimir e enviar fotos com os paper toys dos personagens do livro e participar de promoções que estão sendo promovidas pelo autor com o objetivo de divulgar a obra (clique aqui). 
Paper Toy da Emily
Paper Toy do Mathew 
      
Paper Toy do Adolfo

      Infelizmente, ainda não tive o prazer de ler o livro, mas espero poder adquiri-lo muito em breve. Porém, para aguçar ainda mais a nossa curiosidade sobre a publicação, confiram abaixo a entrevista concedida por J.A. Marcos sobre “Estrelas Cadentes Não Dizem Adeus” e as inspirações para as histórias que escreve.

1-      O que despertou seu interesse por escrever?
R-  Eu sempre gostei muito de escrever, eu lia os gibis e tentava criar gibis nos meus cadernos escolares, juntando a história com recortes, quando eu não conseguia desenhar alguma coisa. Uma vez mostrei um desses meus “gibis” a uma professora na quarta série e ela disse que eu escrevia muito bem pra minha idade, que sabia desenvolver a história e que tinha um futuro promissor nisso. Eu lembro que era a história de uma formiga que se perdia e que tentava voltar pra casa, se aventurando num monte de confusão. Porquê a formiguinha como protagonista? Porquê era a coisa mais fácil de desenhar, eram três bolinhas uma em cima da outra, com anteninhas e perninhas, hahahaha. Com o tempo e com o gosto pela leitura esse desejo foi aumentando, e daí quando encarei o maravilhoso mundo de Harry Potter me veio o desejo alarmante de também escrever um mundo meu pra fazer o que eu quisesse com os personagens.

2-      “Estrelas cadentes não dizem adeus”, é sua primeira publicação?
R- Sim, é minha primeira publicação mas não é meu primeiro livro. Tenho algumas outras coisas já escritas mas sem tentativa de publicação. Além disso, tenho contos publicados em coletâneas, mas livro solo ele é o primeiro. Analisei ele e percebi que se eu queria publicá-lo aquele era o momento. Dei uma pausa nas minhas outras obras em andamento e me dediquei a buscar uma editora e a chamar a atenção do mercado pra algo diferente de tudo que já tenhamos visto.

Capa em inglês do livro

3-      Porque escolher uma personagem com deficiência visual?
R-  Na quinta série eu tive uma professora que era deficiente visual, e ela era muito legal. Todos nós adorávamos ela. Foi a partir das histórias que ela nos contava, de suas experiências de vida, que me veio a ideia de fazer um livro sobre alguém que passava pelas mesmas dificuldades que ela. Dei uma pesquisada pra ver se algo já havia sido feito nesse segmento e vi que ainda não existia nada sobre pessoas cegas. Pronto, era o que eu precisava pra iniciar o projeto. O mundo dos deficientes visuais, ao contrário do que muita gente imagina, é muito rico. Eles têm, por exemplo, um esporte exclusivo deles, e isso eu não sabia. Descobri muita coisa e passei a ter ainda mais orgulho dessa galera que leva a vida na boa, mesmo sem enxergar nada ou quase nada.

4-      Em que o Marcos autor busca inspiração para escrever?
R- Em tudo. Em absolutamente tudo. No cinema, nos seriados, na música. Nas experiências que eu vivencio ou naquelas que os meus amigos me contam. Em fatos do dia a dia na vida dos que me cercam. Quando a gente decide escrever algo com o intuito de tocar as pessoas temos que ter a ciência de que aquilo deva ter um pouco do universo delas, assim, precisa ter experiências que ela se identifiquem. Um pouco de realismo pra elas se identificarem com a história e ver que aquilo pode acontecer próximo a ela e se imaginar naquela situação, se pensando o que ela faria se fosse com ela.

5-      Suas histórias refletem experiências do seu cotidiano?
R- As vezes sim, as vezes não. Isso é muito equivalente. Se o fato de ler e assistir muito influencia na criação dessas histórias, eu posso dizer que sim. Mas, normalmente eu gosto de escrever sobre temas que eu não tenho tanto convívio, e que seja novo pra o público. Sempre que eu penso em um tema novo eu corro pra pesquisar e ver se alguém já escreveu algo sobre. Se sim, eu vejo os prós e os contras de abordar algo semelhante, pra não parecer uma cópia mal feita ou algo assim. No caso do “ECNDA” mesmo, eu não tinha tanto contato com o mundo dos deficientes visuais, tive que pesquisar muita coisa e conhecer algo novo pra mim, mas ele surgiu de uma experiência com alguém com essa deficiência. Escrever sobre algo que eu não conheço é um desafio legal, porquê se ao terminar o livro e reler eu achar que ele me convenceu é sinal de que está legal e eu posso dar andamento ao projeto.

6-      Fale um pouco sobre o universo em que “Estrelas cadentes não dizem adeus” se passa
R-  Emily é uma garota cega, de 23 anos que mora com os pais, Eric e Felipa,  o irmão de 15 anos, Jason, e seu cão-guia, Adolfo. Os pais dela são funcionários públicos, esse é um dos motivos deles nunca terem se mudado da cidade onde moram, a estabilidade. Ela é completamente independente, seus pais sempre ensinaram ela a se virar sozinha, até porquê eles não estarão sempre por perto para protegê-la. Em meio a sua calma vida ela conhece Mathew, seu novo vizinho que acabou de  chegar na cidade com seus pais e sua irmã caçula. Ele tem 21 anos, uma tatuagem enorme no braço, brinco, uma moto, e é super alto astral. É o tipo que quer aproveitar a vida e ser feliz, e com todo o seu jeito charmoso e simpático acaba ganhando a amizade de Emily e de toda sua família.  Daí nasce uma história de amizade e companheirismo, porquê ele vai se ver vítima de preconceito por parte de Emily, que não “enxerga” com bons olhos pessoas que possuam tatuagem, por exemplo. O livro mostra essa luta entre o Mathew bacana tentando mostrar que é bacana, e a Emily adulta tentando mostrar que ele é uma criança e que ela não quer se envolver. Se ele consegue ou não, essa não é a principal questão do livro, mas sim se ela vai conseguir entender que o seu preconceito é algo que não a leva a lugar algum, e que jugar as pessoas pelo que elas aparentam não é uma coisa legal de se fazer.



7-      Qual foi a sensação ao saber que seu livro foi um dos ganhadores da Promoção da Editora Uno e seria publicado?
R- Eu me inscrevi no último dia e no último minuto. A Uno já estava sendo minha última esperança, porquê eu já havia levado “nãos” de dezenas de editoras. E as que haviam dito “sim” tinham cobrado um valor exorbitante pela publicação. (exorbitante tipo R$ 14.000,00). Quando saiu aquela lista com os três ganhadores e eu vi meu nome em segundo lugar eu senti um misto de coisas. Frio, calor, dor de barriga, vontade de gritar, alegria, vontade de chorar. Era a realização de um sonho, o início de uma estrada que a muito tempo eu sonhava em trilhar mas que sempre esbarrava com um sinal vermelho me impedindo de prosseguir. Eu vi aquele “SIM” da Uno como um sinal verde dizendo: siga em frente. E o melhor, eu fui aprovado entre mais de 80 novos autores, o que me deu uma certeza ainda maior de que meu livro era realmente bom. Foi uma competição, e eu consegui. Isso foi a cereja do bolo, e não tem como explicar a sensação. Foi muuuuuito bom.

8-      Você tem um estilo literário definido?
R- Posso dizer que gosto de escrever romances, mas não me prendo a um único estilo. Pode ser romance sobrenatural ou fantasia, romance erótico, o romance romance, hahaha. Eu escrevo de tudo um pouco. Minha primeira publicação foi participando de uma coletânea de contos eróticos. Também tive um conto de comédia, e por ai vai. Me dou bem com esse gênero, mas também adoro fantasia.

9-      Em algum momento você pensou em desistir de publicar seu livro?
R- Não, desistir propriamente dito não. Mas eu cheguei a pensar em desistir de tentar editoras físicas e publicar apenas pela Amazon. Eu tinha na minha cabeça que se eu publicasse na Amazon a galera ia gostar do mesmo jeito e poderia abrir os olhos de alguma editora, principalmente daquelas que me deram um não.  Eu tenho a impressão de que algumas delas nem chegaram a ler o livro. Mas enfim, desistir não é algo que faça parte do meu estilo, eu sou do tipo implicante, que quando decide uma coisa vai até o fim.

1-   O que os leitores podem esperar do seu livro?
R- Podem esperar muita coisa dele. Muitas gargalhadas, a principio, porquê o casal de protagonistas é muito divertido. Mas não apenas eles, a mãe da Emily, a dona Felipa, é responsável por gargalhadas compulsivas, e alguns podem tanto se tornar fã dela como o contrário, pelo jeito peculiar dela se comportar. Mas se preparem, pois o livro é muito realista em certos pontos, e as emoções da personagem principal pode ser forte o suficiente pra comover vocês em certos momentos. Entre risos e lágrimas vocês terão uma boa leitura, e garanto que ninguém irá se arrepender, pois fiz os testes necessários para que ele fosse aprovado por uma equipe de peso, confirmando que este é sim um livro pra se ter na cabeceira. 

Capa completa do livro

1-   Que conselho você dá aos autores/ escritores que assim como você já passou, ainda enfrentam dificuldades para publicar seus livros?
R- Primeiro: Foco. Saiba o que você quer, monte uma estratégia e vá atrás. Segundo: Tenha bom humor, veja as histórias dos grandes autores que levaram dezenas de “nãos” e que conseguira chegar onde queriam, como J.K. Rowling, Stephen King, entre outros. Quando a gente vê que essa galera também levou dezenas de portas na cara a gente percebe que a vida não é fácil pra ninguém, e não será pra gente. Aproveite esse período de “nãos” pra ler, reler, revisar o seu texto. Sempre tem algo que possa ser melhorado. E mais importante, NUNCA DESISTA. Se você acredita no seu trabalho não deixe que ninguém o desmereça. Você pode sim chegar onde quiser, basta ter força pra enfrentar todas as adversidades. Eu consegui, sei que vocês também podem.




      O post hoje ficou muito grande, mas foi por um bom motivo! Não vejo a hora de resenhar “Estrelas Cadentes Não Dizem Adeus” aqui no blog. Obrigada por acompanharem meu trabalho. Bjoxxx e até a próxima =)

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