Como nasce um leitor?



      Ninguém sabe ao certo o momento exato em que um leitor nasce. Há quem diga que a partir do momento em que aprendemos a ler, nos tornamos leitores, mas eu não acredito muito nisso não. Em minha opinião, o gosto pela leitura pode nascer ainda quando a criança é bem pequena e nem sabe o que as letrinhas agrupadas em palavras tem mais força do que muita coisa que existe por aí.
      Desde muito cedo, fui estimulada a ler. Lembro-me dos famosos gibis da Turma da Mônica, companheiros não apenas das férias (o famigerado e quase desaparecido Almanaque de Férias da Turma da Mônica, que quem nunca teve um, não sabe o que é bom!), mas de todo o ano. Assim como muitas crianças que viveram sua infância na década de 1990, eu ficava ansiosa esperando cada final de semana chegar, para enfim receber o pacotinho cinza que chegava pelos correios e dentro trazia de quatro a cinco gibis.
      Mas você deve está se perguntando “De que adianta comprar gibi se a criança não souber ler? Só para ela ver as figurinhas?” Pois é aí que está a diferença, amigo leitor! Mesmo sem saber ler eu acompanhava as histórias, pois minha avó, minha mãe e meu tio dedicavam um tempo do dia para sentar e ler o gibi comigo.


       Os gibis foram apenas uma das leituras da minha infância. Duvido que você nunca tenha ouvido falar da Mafalda. Sim, a pequena garotinha criada pelo argentino Quino e que chegou aos 50 anos com o corpinho de seis. A querida Mafaldinha e suas histórias são uma das influências mais marcantes que recebi desde cedo! Quem me conhece ou pelo menos já foi alguma vez comigo em uma livraria, já me ouviu chamar a garotinha de “companheira dos dias chuvosos das férias”. O motivo é bem simples, sempre que eu estava em casa dia de chuva e não tinha onde brincar nas férias, eu corria para o quarto do meu tio e pegava escondido o livro de tirinhas da Mafalda bem velhinho que ele tinha. Várias vezes eu me pegava sem entender o motivo ou a ironia de algumas histórias, mas isso não tinha tanta importância na época.


      Além dos quadrinhos, histórias clássicas sobre princesas e fábulas também fizeram parte do caminho que me levou a ser uma apaixonada pelos livros. Ainda tenho guardados alguns livros que ganhei quando era criança e me fizeram companhia em vários momentos da infância.

       Hoje, com tanta tecnologia em smartphones, tablets, computadores e vídeo games cada vez mais interativos e modernos, é quase impossível que uma criança se interesse pelos livros, não é?! Engana-se quem pensa assim! Tenho um casal de primos pequenos (com 4 e 2 anos) que desde muito cedo, ainda bebês, aprenderam o quanto o mundo dos livros é interessante. Eles gostam de histórias que vão dos contos de fadas, mistérios tipo Scooby-Doo aos clássicos mais recentes da Disney, como Frozen, Carros e Aviões. E não tem essa de ser e-book não! Eles gostam mesmo é dos livros físicos em que a gente vira a página e sente os detalhes da edição/impressão com os dedos.
        O que podemos perceber com isso? Simples, se a criança for incentivada, estimulada e ver que as pessoas ao redor dela também gostam de ler, pronto teremos a combinação quase perfeita de ingredientes para formar novos devoradores de livros. E a receita será realmente perfeita se o ingrediente principal, que é a criança seguir o caminho dos tijolinhos dourados  e realmente desenvolver o gosto pela literatura.
       Desculpem o sumiço pessoal, é por uma boa causa (terminando a pós-graduação, graças a Deus). Obrigada por acompanharem meu trabalho, não se esqueçam de curtir a fanpage do blog, nem se clicar aqui no menu lateral para seguir. Por hoje é isso, bjoxxx e até a próxima =).

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