[Resenha] Cidades de Papel



Título Orginal: Paper Tows
Autor: John Green
Editora: Intrínseca

      Quentin Jacobsen é um adolescente nerd prestes a se formar na escola e ir para a faculdade. Ele além de ter uma rotina que não deixa espaço para nada além do que foi planejado, tem uma paixão platônica por Margo Roth Spiegelman, sua vizinha desde que eles tinham dois anos de idade. Margo e Quentin eram amigos e passaram a maior parte da infância juntos brincando nas ruas do Jefferson Park, o bairro planejado em que moravam.

      Mas, um acontecimento marcou para sempre a vida de Quentin. Aos  nove anos, enquanto andavam de bicicleta, ele e Margo encontraram um cara morto embaixo de um carvalho, no parquinho do bairro. A curiosidade da garota sobre o que aconteceu foi tanta, que ela descobre todas as informações para desvendar o “mistério”: quem era o cara, onde ele morava e o que aconteceu com ele.
      O tempo passa, eles crescem e já não são mais amigos. O ensino médio sempre representa uma época de grandes transformações e descobertas. Mas, é também nesse período que a maioria de nós entrelaça os fios de amizades que irão durar a vida inteira. Com Quentin não é diferente, ele e seus melhores amigos Ben e Radar, estão sempre juntos. A única coisa que eles não concordam é sobre o baile de formatura já que Radar vai com a namorada, Ben está desesperado para encontrar um par e Quentin acha tudo isso uma grande besteira.


     O dia em que de fato essa história começa, teria tudo para ser mais um dia de rotina da vida do Quentin. Ele acordou atrasado (como sempre), foi para a escola de carona com a mãe (como sempre), encontrou os amigos na frente da escola (como sempre), passou por Margo no corredor e não falou com ela (como sempre) e assistiu às mesmas aulas de sempre. Porém, aquele 05 de maio, foi o dia mais longo de sua vida, já que para sua surpresa Margo Roth Spiegelman apareceu em seu quarto, durante à noite,  com a cara pintada e vestida de ninja e lhe convida para a aventura mais louca de sua vida: participar do plano de vingança contra todos os inimigos dela: “Aos nossos inimigos a minha lei”.
      Sem pensar duas vezes, Quentin aceita e acaba descobrindo que a garota alvo do seu amor platônico pode ser bastante divertida e enigmática. A lista de coisas que a Margo precisa para por seu plano em prática envolve objetos nada convencionais (de peixe cru a creme depilatório) e a invasão de pontos turísticos tradicionais de Orlando.
      A noite termina e para o garoto, aquela aventura representa o recomeço da amizade entre ele e sua vizinha. Porém, ao chegar à escola, no outro dia, ele descobre que Margo desapareceu do mapa e deixou para trás apenas uma “trilha de pão”, pistas que apenas ele será capaz de desvendar. É nesse novo cenário que Quentin descobre que, a garota dos seus sonhos não é nem um pouco parecida com a imagem que as pessoas, e principalmente ele, criaram dela.
      Em “Cidades de Papel”, John Green se afasta quase de completamente do autor que escreveu “A culpa é das estrelas”. Aquele autor que escreveu um romance quase que poético, onde dois adolescentes precisam vencer a morte para estarem juntos, foi capaz de se reinventar e usar das possibilidades oferecidas pela prosa, criando uma história que beira o mistério policial, envolvendo dois adolescentes como protagonistas.
      O que mais se destaca neste livro, é o fato de todas as pistas deixadas por Margo fariam qualquer pessoa desistir em pouco tempo de procurá-la. Mas, para Quentin encontrar a jovem não é simplesmente uma questão de encontrar a amiga desaparecida, é uma questão que envolve a auto descoberta de quem ele realmente é.  Durante esse caminho da busca por sua amiga, Q descobre um mundo totalmente diferente, onde qualquer pessoa pode dá as cartas e decidir qual o seu destino, sem se importar com o que os outros irão achar de suas atitudes.






      Esse mundo novo que se abre para o protagonista mostra o quanto nós somos feitos de pedaços de papel, que são “colados” em nós e determinam como devemos agir e nos comportar no meio em que estamos inseridos. Quando Margo, oferece a Quentin oportunidade de rasgar todo esse “papel” em que estamos enrolados, ele passar a perceber que nosso mundinho não passa de uma bola de papel bem pequena e amassada, na qual somos obrigados a seguir determinadas regras, padrões e principalmente somos descartados quando não temos mais nada a oferecer.
      Vivemos como pessoas de papel, em bairros de papel, em uma sociedade de papel e para entender o que eu quero dizer com isso, é preciso que você leia a história de Cidades de Papel até o fim. Ou você achou que eu iria contar algum spoiler? Nem pensar!


      A narrativa leve de John Green faz você embarcar nessa aventura pelo universo de papel em que Quentin vivia, até o dia cinco de maio, quando Margo rasgou todos os pedaços de papel que ele tinha colado no corpo. Deveriam existir mais “Margors” no mundo.
      Depois de concluída a leitura e publicada a resenha,  agora partiu cinema para ver como ficou a adaptação do livro para as telonas. Só espero não chorar tanto, quanto chorei em “A culpa é das estrelas”!!!!
      Para quem ainda não segue o Blog da Thati nas redes sociais, fique ligado e corre para acompanhar. Agora sempre acontecerão promoções por lá, como a que rolou na semana passada para marcar a estreia de “Cidades de Papel” nos cinemas. Ah, essa semana terá sorteio para celebrar o Dia do Amigo, que será comemorado na próxima segunda, 20 de julho (Clique aqui).
      Muito obrigada por acompanharem meu trabalho. Confesso que estou curiosa para saber como ficou o filme deste livro. Em breve compartilharei aqui o que achei do filme. Bjoxxx e até a próxima =) 

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2 comentários :

  1. Oi Tathi!

    Esse foi meu primeiro contato com o autor e não me arrependo! Sinto que acertei em cheio. Conheci ele por A Culpa é das Estrelas e a quantidade de gente que dizia o quanto havia chorado. Fiquei com medo porque sou dessas que choro litros mesmo! Então fui adiando a leitura. Depois que assistir o filme e chorei fiquei com mais medo ainda e não tenho coragem de ler. Dai fiquei achando que todos os livros do autor fosse no mesmo nivel de choro. Quem é você Alasca? também é no mesmo nivel e ainda não tô pronta. Dai veio o filme e no clube do livro que eu participo a leitura escolhida no mês foi Cidades de Papel! Essa era minha chance e eu AMEI.
    Adorei a escrita dele e acompanhei a fofura dele pelo Brasil. Já assistir o filme e AMEI também. Agora tô pronta para ler tudo dele e sem medo.

    Beijos!

    Cintia
    http://www.theniceage.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Oi Cintia,

      Meu primeiro contato com Jonh Green foi bem antes do filme de A Culpa é das Estrelas, quase um ano antes, se eu não estiver enganada. Antes de ir assistir ao filme, eu li a biografia de Ester e te garanto uma coisa, serviu para mexer ainda mais com os meus sentimentos. Sair da sala de cinema praticamente em "depressão", chorei do início ao fim e praticamente fiquei com medo de nunca mais poder ler nada do autor. Daí, esperei até Cidades de Papel estrear nos cinemas para ler o livro e assim poder comparar a obra com o roteiro das telonas.
      E sim, realmente dá um medinho de não conseguir controlar a emoção quando você ler ou assisti alguma história do Green. Obrigada por suas visitas aqui no blog e adorei te encontrar pessoalmente de novo. Bjoxxx

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