[Resenha] O Visconde Que Me Amava


Título original: The Viscount who loved me
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro

      Agora que já estamos íntimos dos Brindgertons, podemos conhecer a história do primogênito e herdeiro do título deixado pelo falecido patriarca da família. Antony é tido como um dos maiores libertinos de Londres, e segundo a famosa colunista de fofocas Lady Whistledown, a fama do rapaz lhe renderá mais alguns anos de farra, sem direito a nenhum compromisso sério com uma dama. Próximo de completar 30 anos, o jovem visconde adora aproveitar todas as festas que a sociedade permite e aquelas que até os homens mais farristas de Londres duvidam. Assim, todos acreditam que ele ainda irá demorar um longo tempo para finalmente firmar o compromisso do casamento, uma suposição que em nada agrada a mãe de Antony e muito menos as jovens debutantes da sociedade londrina. O melhor amigo de boemia do visconde casou-se com a irmã mais nova de Antony e agora ele conta apenas com a companhia dos irmãos para aproveitar as farras que a vida de solteiro pode oferecer.


      Edwina Sheffield é a joia desta temporada em Londres. Loira, de olhos claros e aparência angelical, a debutante chegou à cidade acompanhada de sua irmã Katherine Sheffield e da mãe viúva, a senhora Mary Sheffield. Edwina chama atenção de todos os homens por onde passa e segundo os boatos das senhoras que não estão à procura de um marido, trouxe frescor aos eventos sociais. A família das jovens tem origem no campo, local onde as garotas cresceram e permaneceram até a idade de debutarem. É verdade que Kate está um pouco “velha” para debutar pela primeira vez na sociedade, já que aos 21 anos a jovem era considerada quase uma solteirona para os padrões da época, mas como a família das moças não possuíam muitos recursos financeiros, principalmente por não poderem trabalhar fora de casa, a mãe das jovens resolveu esperar que Edwina também tivesse idade para frequentar os bailes da sociedade e assim poderem se mudar para a capital e participar da temporada.


      A verdade é que a Srª. Mary Sheffield não PE mãe da Kate, ela apenas criou a jovem, pois casou com o pai da mesma. A mãe da Kate morreu quando ela era bem pequena, de uma grave doença e após passar algum tempo solteiro, o pai da jovem resolveu que a filha precisava de uma mãe para ajudar  em sua criação. Mary nunca tratou Kate com indiferença e jurou cuidar da menina como se fosse sua verdadeira mãe. Até mesmo após o nascimento de Edwina, a Srª Sheffield continuou cuidando de Kate com o mesmo carinho, amor e dedicação. Por isso, ela também está empenhada em arranjar um bom marido para a enteada. Já Kate acredita que passou da idade de consegui um marido de posição perante a sociedade, assim ela espera que seu futuro seja associado a um homem respeitável e que garanta o mínimo de conforto para ela.
      Como são novas na cidade e não conhecem praticamente ninguém da sociedade, as três Sheffield sempre tem em mãos um exemplar do Wistledown, a maior coluna de fofocas de Londres. Kate sempre leva os comentários da maior fofoqueira da Inglaterra ao pé da letra e por isso afirma com toda certeza que nunca se interessará nem permitirá que sua irmã seja sequer cortejada por um libertino, principalmente se ele for Antony Bridgerton.


      Porém, para desespero da moça, Edwina passa a ser cortejada por Antony, que resolveu se casar com a moça mais bonita da temporada. Enquanto o que importa para as jovens solteiras de plantão é o amor e o romantismo do cavalheiro, os rapazes disponíveis para o casamento só estão interessados em farras. Pensando assim e seguindo todas as dicas e orientações de Lady Whistledown, Kate tenta a todo custo afastar o visconde de sua irmã, mas Antony esta disposto a ir até o fim para alcançar seu objetivo.
      Em pouco tempo, o interesse do jovem visconde por Edwina torna-se bastante claro e para o desespero de Kate, a irmã passa a considerar a possibilidade de se casar com o rapaz. É nesse momento que a Sr.ª Violet Bridgerton põe as manguinhas de fora e organiza uma semana de lazer na casa de campo da família. Poucas pessoas foram convidadas e entre elas as três Sheffield, o que fez Kate pensar seriamente em várias possibilidades para manter a irmã afastada do visconde. Mas, uma noite de tempestade, uma picada de abelha e um escândalo social mudaram os rumos dessa história, transformando para sempre a vida dos personagens.


      Nesse livro da Júlia Quinn encontramos mais uma vez a riqueza de detalhes históricos e sociais da Londres vitoriana. Em muitos momentos, eu pude ver a cena acontecendo diante dos meus olhos, como em um filme histórico no qual a produção de arte ganhou o Oscar. Além de todo trabalho de pesquisa histórico de como a cidade se desenvolvia naquela época, pudemos ver no segundo livro da série, um pouco do contexto social em que as famílias que moravam no campo estavam inseridas. Outro detalhe, em “O visconde que me amava” percebemos o papel fundamental que Antony tem na família, já que mesmo com a mãe exercendo seu papel de matriarca, ele é o responsável pelo sustento da família e por isso precisa administrar todos os proventos da mesma de uma maneira que garanta uma vida confortável para todos os irmãos e a mãe.


      Além disso, o que me conquistou na narrativa da Julia Quinn é o fato dela mostrar o lado mais frágil de homens e o lado forte e determinado das mulheres. Essas características “invertidas” para os padrões da época, aproximam os personagens do contexto social que vivemos na atualidade, no qual a maioria das mulheres é que tem a palavra final nas famílias. Enquanto Kate precisava ser uma verdadeira leoa para proteger a irmão e superar seu medo, foi a fragilidade de Antony que o transformou para melhor.
      Não vejo a hora de ler “Um perfeito cavalheiro”, onde quem será o protagonista é Benedict. Obrigada por acompanharem meu trabalho. Não se esqueçam de seguir as redes sociais do blog e o canal do Youtube (Clique aqui para se inscrever). Bjoxxx e até a próxima =) 

Share this:

JOIN CONVERSATION

    Blogger Comment

0 comentários :

Postar um comentário