[Resenha] O que eu quero pra mim


 Título original: O que eu quero pra mim
Autora: Lycia Barros
Editora: Arqueiro

      Alice é uma workaholic assumida. Bem- sucedida nos negócios ela não deixa passar nenhuma oportunidade de obter um bom lucro. A jovem entrou para o ramo dos leilões após a morte da mãe, quando ela ainda tinha 17 anos. Quem abriu as portas desse universo para Alice, foi Camilla uma empresária que além de ser a melhor amiga de sua falecida mãe, prometeu cuidar da jovem como se fosse sua filha.
      Devido ao péssimo fim do relacionamento dos pais, a moça tem medo de se envolver em um compromisso mais sério com Casseano, seu namorado de longa data. Sempre que o belo médico fala sobre morarem juntos ou casamento, Alice desconversa e diz que é uma mulher independente e que não quer assumir nenhum tipo de compromisso sério. Além disso, ela tem dois graves problemas, que sempre representam motivos de discordância entre o casal: Alice fumava a todo instante, 24 hrs por dia e mantinha péssimos hábitos alimentares.

      Após um grave problema em um importante leilão, Alice descobre que Casseano não quer mais continuar o namoro, rompendo de vez o relacionamento com ela. Em meio a toda essa crise amorosa e profissional, Camilla consegue convencer a amiga e sócia a tirar um período de férias para relaxar e repensar em suas atitudes. Mesmo a contra gosto, Alice embarca para Londres, em um período de férias para  reencontrar Luana, uma antiga amiga brasileira, mas que mora fora do país à vários anos.
      Alice e Luana se conheceram nos Estados Unidos, época em que dividiram por um ano a residência de intercâmbistas. Desse essa época, as jovens tornaram-se praticamente irmãs trocando confidências, tristezas, alegrias e principalmente apoiando uma a outra nos momentos de maiores dificuldades. E agora não seria diferente, Alice estava precisando de um tempo de sua conturbada vida no Brasil e  encontrar com a amiga em West Brompton, Londres, país onde agora Luana residia, representava uma verdadeira busca por quem Alice realmente era.
      Mesmo com as novas aventuras que podem acontecer na terra da Rainha, Alice não consegue esquecer Casseano e ao ver o quanto sua amiga é totalmente desapegada aos “relacionamentos” amorosos, ela tem que aprender a lidar com o charmoso Eamon, ex-marido e pai do filho de Luana.
      Tudo seguia tranquilo e o coração de Alice estava cada vez mais apertado de saudade, mas ao ver uma foto de Casseano abraçado a outra mulher no Facebook, a jovem decide tentar esquecer o ex-namorado de uma vez por todas e abrir o coração para as coisas que poderiam acontecer na capital inglesa.
      Entre os principais desafios que Alice precisa enfrentar estão: a redescoberta de quem ela é, do que ela quer para sua vida e principalmente, se ela ainda ama realmente Casseano. No meio desse turbilhão de emoções, sua amiga maluquinha viaja a trabalho e a deixa sozinha e praticamente nos braços de Eamon, que apesar de ainda demonstrar ciúmes pela ex-esposa, sente uma forte atração por Alice (que diga-se de passagem, é recíproca).


      “O que eu quero pra mim” é um romance nacional  que vai muito além, e busca mostrar ao leitor que são naqueles momentos em que tudo parece está errado e que sua vida virou de ponta cabeça, que precisamos encontrar forças e uma maneira de dá a volta por cima. Assim como Alice, este ano passei por vários momentos em que precisei para e pensar no que eu realmente queria e quero fazer com a minha vida.  Mas, ao contrário da bela ruiva da história a minha fase de reflexão ainda não acabou. Um dos assuntos que mais chamou a minha atenção durante a leitura, foi a "Co-dependência", um problema psicológico que atinge muitas pessoas, e que infelizmente quase ninguém sabe a respeito.        Pensando nisso, pude confirmar uma teoria que a muito tempo havia desenvolvido: que não somos nós que escolhemos o que queremos ler, mas os livros são que nos escolhem. Por mais que não tenhamos um gosto literário definido, existe o momento certo para cada estilo literário.
      Por mais tentemos escapar, são nos momentos em que estamos mais frágeis que encontramos a nossa essência e foi isso que a Alice descobriu. Ela precisou se afastar de tudo e todos os amigos do cotidiano para perceber o quê realmente é importante.


      Esse foi o primeiro da Lycia Barros que tive acesso, e já estou bastante curiosa para conhecer as outras obras escritas pela autora, que começou sua carreira com “A bandeja”, também publicado pela Editora Arqueiro, em 2010. 
      Obrigada por acompanharem meu trabalho. Não se esqueçam de seguir as redes sociais do blog e o canal do Youtube (Clique aqui para se inscrever). Bjoxxx e até a próxima =) 

Share this:

JOIN CONVERSATION

    Blogger Comment

0 comentários :

Postar um comentário