Cosac Naify fechará as portas


       A literatura nacional e principalmente os amantes dos livros de arte de luxo tiveram uma grande perca, nesta segunda-feira (30 de novembro). Referência no mercado e com quase 20 anos de existência, a editora Cosac Naify fechará as portas por decisão de seu fundador, o editor Charles Cosac. Em entrevista exclusiva ao portal Estadão, o criador da editora afirmou que tomou essa decisão, pois apenas o seu desejo de que a empresa existisse, não justificava a manutenção da editora, que possui muitos de seus projetos culturais ameaçados no momento.
      Charles ainda declarou que a crise financeira também pesou em sua decisão, mas não tanto quanto as dificuldades de seguir o mesmo caminho desde 1996, ano de fundação da editora. Atualmente, a Cosac Naify possui 1.600 títulos no catálogo, que variam entre clássicos universais a monografias de artistas contemporâneos. A primeira publicação da editora foi o livro “Barraco de Lírios”, de Tunga, e o último título que será publicado e ainda está em processo de produção, também será de um artista pernambucano.


      Os funcionários da editora foram comunicados sobre o fechamento da mesma também nesta segunda-feira. O sócio de Cosac, o empresário norte-americano Michael Naify também está de acordo com a decisão do fundador. “Somos uma editora Cult, cujos livros são destinados a professores acadêmicos e estudantes de arte, e não gostaria de ver nossa linha editorial desvirtuada”, declarou Cosac, que afirmou ter buscado fórmulas que cobrissem os prejuízos das edições especiais publicadas pela editora, que muitas vezes demandam alto investimento financeiro, devido à produção gráfica sofisticada e que na maioria dos casos não são reconhecidas pelo grande mercado de compradores de livros.


      Apesar de ter coleções de obras literárias que estão em domínio publico, o objetivo inicial do fundador da editora era produzir monografias e assim ajudar na divulgação da produção contemporânea brasileira. Mesmo com os títulos voltados a uma pequena parcela do mercado editorial, e com obras universais que chamam atenção do grande público devido a sua excelente diagramação e que ajudaram a cobrir os gastos com a impressão dos livros de arte, a Cosac Naify não está em processo de falência, mesmo com os altos custos de produção e o baixo retorno financeiro. “Para mim, o balanço foi positivo, pois conheci autores que não conhecia, publiquei outros que amava, como Goncharov, mas lamento não ter editado a obra de Bataille a Artaud.”
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Fonte: Estadão

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