[Resenha] O último dos canalhas


Título original: The last Hellion
Autora: Loretta Chase
Editora: Arqueiro

      Sétimo na linha de sucessão dos Mallory, Vere nunca se preocupou com o título de nobreza da família. Sua vida sempre foi dedicada a aproveitar ao máximo as farras e a boemia que a sociedade inglesa permitia aos homens. Assim, quando seu primo, Charlie faleceu e deixou sob sua tutela os três filhos (duas meninas e um menino), a surpresa pela responsabilidade adquirida chocou o canalha. Para tentar aliviar a dor de Robin, o púnico filho homem do primo e  o próximo herdeiro da família, Vere o levou para viajar por algum tempo e isso fez com que a afinidade entre os dois começasse a crescer. Porém, o destino de Vere Mallory estava traçado à nobreza e em menos de três semanas, após ter deixado o menino em casa, o mesmo faleceu e Vere, o último canalha da família, se tornou o herdeiro oficial.



      A jornalista Lydia Grenville nunca teve medo de fazer suas investigações no sub mundo londrino. De prostitutas a meninos de rua, a infância sofrida deu a jovem que perdeu a mãe muito cedo e precisou muitas vezes enfrentar o pai para que ele não vendesse tudo o que tinha em casa para gastar no jogo construiu o caráter forte dessa mulher. Com os marginalizados pela sociedade como fonte de informação, Lydia sempre consegue as melhores reportagens para a revista em que trabalha e ainda mantém um segredo escondido a sete chaves sobre a sua coluna literária que sai  na mesma, todas as semanas.
      O encontro entre os dois protagonistas não poderia acontecer de uma maneira mais estranha: uma discussão numa taverna, onde o Mallory foi nocauteado pela jornalista. Depois disso, Vere se transformou no principal motivo de piada da sociedade, aparecendo em ilustrações nos jornais e se tornando assunto em todas as rodas de conversa. Depois disso, Mallory que já estava em busca de uma conquista, decide dá um fim a reputação de Lydia, a melhor maneira de se vingar da moça.


      Porém, o que ele não contava é que a jornalista não estava nem um pouco interessada em romance. Quer dizer, não até Vere roubar-lhe um beijo e ela passar a sonhar acordada com ele, imaginando todas as coisas que o canalha fazia nos bordéis da cidade. Mas, apesar de toda sua fortaleza, segurança e antipatia, Greville era uma mulher à frente do seu tempo e que lutava pelos menos desafortunados. Praticamente toda semana, ela salvava uma jovem que chegava desacompanhada em Londres, das garras das cafetinas e aproveitadores. Com isso, Lydia acumulou muitos admiradores, mas o mesmo número de inimigos queriam vê-la fora do caminho.
     Vere também não fica atrás: sua postura de libertino e fanfarão escondia o grande coração que existe nele. Mesmo nos momentos mais improváveis e inesperados, ele procura ajudar os menos favorecidos, sem esperar receber nada em troca. Essa atitude do nobre surpreende Lydia, que fica ainda mais encantada e apaixonada por ele.
      Nesse duelo de titãs, onde o amor floresceu em um verdadeiro campo de batalha, Vere e Lydia tentam de todas as maneiras se esforçar para acabar com a reputação e a fama de seu “oponente”, ao mesmo tempo em que tentam esconder a todo custo a tração que sentem um pelo outro. E o que antes era apenas uma disputa de quem poderia acabar com a reputação do outro, transformou-se em amor verdadeiro.



      Narrado em terceira pessoa, “O último dos canalhas” tem um enredo mais cativante e empolgante do que o livro anterior da autora. Aqui, o leitor descobre aos poucos os segredos escondidos ao longo da trama e pode se deliciar com cada descoberta, além é claro, de dá muitas gargalhadas com a sequência dos acontecimentos. Porém, o livro trata de temas sociais tão pertinentes naquela época e ainda hoje presentes em nossa sociedade como a imposição de poder entre homens e mulheres, exploração sexual de menores e o papel da mulher na sociedade.
      Mesmo sendo uma mocinha de romance épico, Lydia Grenville exerce uma profissão extremamente machista para o contexto social da história. Além disso, o fato dela ser responsável pelas principais matérias da revista em que trabalha, mas precisar assinar como um homem o conto de aventuras que escreve, mostra o quanto as mulheres ainda eram consideradas submissas aos homens. 


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