[Resenha] João e Maria


 Título original: Hansel e Gretel
Autores; Neil Gaiman e Lorenzo Mattotti
Editora: Intrínseca

       Nesta releitura da tradicional história de João e Maria, Neil Gaiman e Lorenzo Mattotti nos fazem reviver o horror e o fascínio do conto dos irmãos Grimm. Passada de geração em geração e sendo contada mais de uma vez todas as noites, em algum lugar do planeta, a trajetória de Hansel e Gretel para sair da floresta depois de serem abandonados pelo pai, já levou muitas crianças a acharem que se fugissem de casa para floresta encontrariam os restos da casinha de doces.


       Como nós já ouvimos, pelo menos uma vez na vida, a história começa com uma família muito pobre de quatro pessoas: um lenhador, seus dois filhos e a mãe, uma mulher amarga e que não gosta nem um pouquinho das crianças. João e Maria não frequentavam a escola pois era muito longe e custavam bastante dinheiro, mas desde cedo aprenderam com o pai os ensinamentos de como viver na mata, além de outras atividades como cozinhar, costurar e limpar. As crianças cresceram e sempre fizeram de tudo para viver em harmonia com os pais.

       Mas o tempo da guerra chegou e com a escassez de trabalho, veio a falta de dinheiro e com isso a fome aumentou. Sem pensar duas vezes, a horrível mulher exigiu que o marido abandonasse as crianças na sombria e tenebrosa floresta, alegando que era preciso já que sem duas bocas a mais para alimentar, eles melhorariam de vida. Porém, o que eles não esperavam é que João estivesse ouvindo toda a conversa e junto com Maria elaborasse um plano para voltar para casa, deixando pedrinhas de cascalho pelo caminho.



       Apesar de ter enfrentado toda a raiva da mulher, o lenhador ficou bastante aliviado ao ter seus filhos novamente em casa. Mas, a mulher exigiu que ele abandonasse os filhos novamente em um lugar ainda mais longe, nas profundezas da floresta. Ele, que apesar de todo amor que sentia pelos filhos, era um homem fraco de espírito, atendeu as ordens da esposa e deixou as crianças em um lugar totalmente desconhecido. 

Desta vez, João não estava preparado para essa nova tentativa de abandono do pai e deixou pedacinhos de pão dos sanduíches que a mãe havia preparado para o almoço, pelo caminho. Mas, essa nova trilha de "pedinhas" não adiantaria de nada, já que pois as migalhas foram comidas pelos animais da floresta e assim a trilha que os levaria de volta para casa foi apagada.

      Perdidos em uma região que não conheciam, os João e Maria acabaram encontrando no meio da floresta, uma casinha bastante diferente. As paredes eram feitas de pão de ló, as janelas de açúcar e além disso, ela era decorada com todos os tipos de doces que poderiam existir no mundo. Mal sabiam as crianças que a casa havia sido construída pela bruxa malvada que habitava o lado mais sombrio da floresta. 

Após serem enganados pela malvada senhora e assim ficarem presos em sua casa, João e Maria perceberam que podam contar apenas um com o outro para se salvarem e finalmente acharem o caminho de volta para casa em que moravam com os pais.


      As ilustrações do Lorenzo Mattotti transmitem ao leitor todo o clima de suspense e terror que ronda os antigos contos de fadas na época em que foram escritos. Aqui, vemos uma mãe bastante opressora, que não tem o menor gesto de carinho e amor para com os filhos. E ao contrário da maioria das histórias antigas, um homem que não tem direito de escolha e nem controle sobre sua família e passa a ser facilmente manipulado por sua perversa esposa.

      O livro é super fininho e pode ser lido em menos de uma hora tranquilamente. A edição é hard cover e ainda traz pequenos detalhes das orelhas das páginas. No final do livro, podemos ler  um pequeno resumo de como surgiu e as transformações que a história passou ao longo dos séculos.


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