[Resenha] O que há de estranho em mim

 
Título original: Sisters in Sanity
Autora: Gayle Forman
Editora: Arqueiro

        Brit é uma adolescente de 16 anos que foi levada pelo pai para um reformatório comportamental. O motivo dele para tal atitude? Achar que a menina está desenvolvendo a mesma doença que a mãe: esquizofrenia. Bem, vamos começar do início.

        Durante toda a infância os pais de Brit foram muito presentes em sua vida, porém um dia a mãe dela resolveu sair pelo mundo à fora e desapareceu. Pouco tempo depois, o pai da menina resolveu se casa novamente e a partir daí a vida da garota desmoronou de vez. As coisas só não são piores porque Brit faz parte de um banda , que ensaiava todos os dias na garagem da sua casa. Mas, até isso lhe seria tirado. Depois que a “Monstra” teve o irmãzinho de Brit tudo ficou ainda mais difícil, pois os horários de ensaio da banda foram reduzidos e só aconteciam até a hora em que a madrasta permitisse.


       O comportamento de Brit sempre foi alvo de muitas críticas e suas pequenas rebeldias normais na adolescência são a principal munição da madrasta para prejudicar a garota. Mesmo com esse cenário, o pai avisa que toda família irá sair para viajar e conhecer o Grand Canyon, porém a Brit fica arrasada pois a viagem será no mesmo dia em que sua banda fará  um show. Sem espaço aberto  para negociação a garota desiste do show e segue o roteiro definido por seu pai: a madrasta e o bebê de avião e ela e o pai de carro.

       A emoção por está viajando sozinha com o pai depois de tantos aos deixa a jovem tão empolgada que ela nem se dá conta de que o caminho da viagem está totalmente diferente da rota que os levaria ao destino da viagem familiar. Brit só percebe que alguma coisa está errada quando seu pai finalmente chega a Red Rock, o reformatório juvenil, disfarçado de escola que ele acredita ser a melhor solução para controlar a rebeldia da filha e enquadrá-la nos padrões de comportamento que ele e a mulher acreditam ser o melhor para a menina.


        A Red Rock possui um sistema de hierarquia bastante diferente de uma “High School” americana. Aqui as garotas são obrigada a passar por um sistema de níveis que vai do 1  (o mais baixo e sem nenhum tipo de regalia) ao 6 (no qual as internas já estão próximo de ir para casa). Porém, o código de sobrevivência da escola não e nada amistoso e as meninas são estimuladas e algumas vezes até obrigadas a se voltarem umas contra as outras. Nas sessões de terapia de grupo, por exemplo, as ofensas e xingamentos eram mais que utilizados como método terapêutico pra estimularem as garotas a por suas angustias e medos para fora.

       Paralelo as atividades oficiais, também existia um espécie de rádio –peão na qual a moeda de troca para mudar de nível era a fofoca de quem revelava mais infrações cometidas pelas companheiras de internato. Quanto mias denuncias fossem feitas a direção ou a psicóloga da escola, mais rápido a garota chegava ao nível seis e seria liberada para voltar para casa.


        Em meio a todo esse ambiente hostil é quase impossível surgir algum tipo de amizade, não é mesmo?! Sinto informá-lo querido leitor, mas você está enganado. Ao contrário do que estávamos esperando, é aqui que a Brit encontra amizades mais verdadeiras do que jamais havia conhecido na vida. As intrigas, fofocas e todo tipo de trairagem que existe na Red Rock servem de base para que a garota encontre três amigas verdadeiras e passarão a ser peças fundamentais para o resto da vida. Juntas elas desafiam as regras da instituição e mais ainda provam que é possível formar laços verdadeiros de irmandade.

      Simplesmente adoro os livros da Gayle Froman. Acho que eles envolvem o leitor em uma verdadeira trama e que os fatos sempre se encaixam perfeitamente. Assim, como o “Eu estive aqui”, este livro foi escrito baseado nas experiências jornalísticas da autora, que na época em que trabalhava em uma revista, investigou e denunciou várias “escolas” que prometiam uma coisa e na realidade eram verdadeiros reformatórios para crianças e adolescentes que nem apresentavam graves problemas, apenas eram mal compreendidos pelos pais e familiares.


        Nem preciso dizer que mais do que recomendo os livros da Gayle Formam para os leitores. Esse foi meu segundo contato com a autora e tenho que dizer eu fiquei ainda mais surpreendida com o que li. O estilo de narrativa da autora é envolvente e prende o leitor do início ao fim, a trama nos transporta para o universo criado pela autora e os leva a refletir sobre os relacionamentos familiares e principalmente sobre o processo de construção da amizade nos momentos mais adversos. 

      Obrigada por acompanharem meu trabalho. Não se esqueçam de seguir as redes sociais do blog e o canal do Youtube (Clique aqui para se inscrever). Bjoxxx e até a próxima =) 

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