Melhores aquisições de 2016!


      Pra comemorar o Dia do Leitor resolvi falar sobre as melhores compras literárias que fiz em 2016. Mas, além do post aqui no blog também tem vídeo lá no canal. Então, o que você está esperando para me contar quais foram as suas melhores compras do ano que passou?!
  
S, J.J. Abrams e Doug Dorst



      Uma jovem encontra numa biblioteca um livro com anotações de um estranho. As margens repletas de observações revelam um leitor inebriado pela história e pelo misterioso autor da obra. Ela responde os comentários e devolve o livro, que o estranho volta a pegar. Ele é Eric, ela é Jennifer, e o inesperado diálogo dos dois os faz mergulhar no desconhecido.
      É esse velho exemplar típico de biblioteca – consultado, anotado, manuseado – intitulado O Navio de Teseu, de V. M. Straka, que o leitor encontrará dentro da caixa preta e selada de S. A lombada está visivelmente gasta e as páginas, amareladas, rabiscadas com comentários manuscritos em diversas cores. Entre as folhas, surpreendentemente, há cartas, cartões- -postais, recortes de jornal, fotografias e até um mapa desenhado em um guardanapo.
      O Navio de Teseu data de 1949 e é o décimo nono e último romance de Straka, autor cuja vida é um mistério. Nem mesmo F. X. Caldeira, responsável pela tradução da obra e pela publicação do derradeiro livro, já após o desaparecimento e a suposta morte de Straka, tem mais informações. Nas notas de rodapé, Caldeira tenta contextualizar e relacionar as obras e a vida do autor. Nas anotações a lápis e a caneta, porém, vê-se que Eric, um estudioso de Straka, parece não concordar com as notas da tradução. E as observações escritas por Jennifer, uma graduanda cheia de segredos que trabalha na biblioteca da universidade, mostram que ela percebeu isso.
      Da conversa entre Jennifer e Eric nas margens das páginas da obra emerge uma nova trama, que levará os dois a enfrentar decisões cruciais sobre quem são de verdade, quem talvez venham a se tornar e, ainda mais importante: quanto de suas paixões, mágoas e medos eles estariam dispostos a compartilhar com alguém que não conhecem.

Clarice Lispector Todos os Contos, Clarice Lispector




      Autora de romances e contos que figuram entre os mais emblemáticos da literatura brasileira, Clarice Lispector é considerada uma das mais importantes escritoras do século XX. Sua popularidade alcançou níveis surpreendentes nas últimas décadas, especialmente após o fenômeno da internet, mas sua figura e sua obra seguem exercendo sobre leitores o mesmo e fascinante estranhamento que causaram desde sua estreia literária, em 1943. Nesta coletânea, que reúne pela primeira vez todos os contos da autora num único volume, organizado pelo biógrafo Benjamin Moser, é possível conhecer Clarice por inteiro, desde os primeiros escritos, ainda na adolescência, até as últimas linhas.

      Essencial para estudantes e pesquisadores, para fãs de Clarice Lispector e iniciantes na obra da escritora, Todos os contos foi lançado nos Estados Unidos em 2015, figurando na lista de livros mais importantes do ano do jornal The New York Times e ganhou importantes prêmios, como o Pen Translation Prize, de melhor tradução. Agora é a vez de os leitores brasileiros (re)descobrirem por completo esta contista prolífica e singular.

Us, David Nichols




      Certa noite, Douglas Petersen, um bioquímico de 54 anos apaixonado pela profissão, por organização e limpeza, é acordado por Connie, sua esposa há 25 anos, e ela lhe diz  que quer o divórcio.
       O momento não poderia ser pior. Com o objetivo de estimular os talentos artísticos do filho, Albie, que acabou de entrar para a faculdade de fotografia, Connie planejou uma viagem de um mês pela Europa, uma chance de conhecerem em família as grandes obras de arte do continente. Ela imagina se não seria o caso de desistirem da viagem. Douglas, porém, está secretamente convencido de que as férias vão reacender o romance no casamento e, quem sabe, também fortalecer os laços entre ele e o filho.
       Com uma narrativa que intercala a odisseia da família pela Europa — das ruas de Amsterdã aos famosos museus de Paris, dos cafés de Veneza às praias da Barcelona — com flashbacks que revelam como Douglas e Connie se conheceram, se apaixonaram, superaram as dificuldades e, enfim, iniciaram a queda rumo ao fim do casamento, Nós é, acima de tudo, uma irresistível reflexão sobre a meia-idade, a criação dos filhos e sobre como sanar os danos que o tempo provoca nos relacionamentos. Sensível e divertido, com a sagacidade e a inteligência dos outros livros do autor, o romance analisa a intrincada relação entre razão e emoção.
       David Nicholls é autor de Um dia, best-seller internacional, que já vendeu mais de 400 mil exemplares no Brasil e foi adaptado para os cinemas com Anne Hathaway e Jim Strugess no elenco.

Ode a uma estrela, Pablo Neruda




      Depois do absoluto sucesso do Livro das perguntas (2008), que teve a primeira edição esgotada em poucos meses, o segundo livro de Pablo Neruda publicado pela Cosac Naify nos mostra que existem coisas que, aparentemente, cabem na palma da mão. Coisas que desejamos sempre próximas. 

      Com tradução do poeta carioca Carlito Azevedo, Ode a uma estrela é um passeio pelo amor e pelo sentimento de posse. Em seus versos, Neruda fala de um homem que, por adorar as estrelas, resolve tirar uma delas do céu e mantê-la em segredo embaixo da cama. Nas sugestivas ilustrações de Elena Odriozola, a intensa luminosidade da estrela ganha projeções mágicas. Converte-se em personagem que irradia sua presença ao longo das páginas, simulando as propriedades da luz. Este livro é um convite para questionarmos o valor do amor, a possessão, os limites da liberdade. Amar algo implica respeitar a liberdade que ele possui.

 Toda Mafalda, Joaquín Salvador Lavado (Quino)





      Mafalda é apenas uma garotinha. Gosta de brincar, de dançar e odeia tomar sopa. Mas, com apenas seis anos de idade, a menina criada tem plena consciência do mundo em que vive, cheio de injustiças, guerras e intolerância. Ela e sua turma gostam dos Beatles, mas questionam o insano universo dos adultos, suas manias e suas maneiras de encarar o mundo e a realidade. Esta edição contém as tirinhas publicadas por Quino, da primeira à última, e procuram mostrar, com humor e carisma, que ser politizado e consciente não significa ser pessimista, e, principalmente, não significa ser adulto.

Confere o vídeo, aí:




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