[Resenha] Uma noite para se entregar


Titulo original: A night to surrender
Autora: Tessa Dare
Editora: Gutenberg

      Spindle Cove é uma vila bastante conhecida na região por ser a cidade das solteironas. É muito comum as famílias da sociedade mandarem suas filhas que não tem um comportamento adequado para viverem lá, para aprenderem a se portar ou mesmo para esquecerem as aventuras que aprontaram em Londres.


      A história começa com Susanna Finch apresentando o vilarejo para duas jovens que desejam passar uma temporada na cidade para esquecer os amores que viveram durante a temporada anterior. Junto com as garotas esta a mãe delas, uma mulher que não confia e muito menos acredita que a região é tão tranquila quanto à senhorita Finch diz.

      Enquanto isso, na estrada que leva a Spindle Cove um grupo de homens se aproxima. Liderados pelo tenente-coronel Victor Branwell os homens estão armando explosivos para espantar uma manada de ovelhas e finalmente seguirem seu caminho até o forte de Rycliff onde irão acampar.

       Susanna e suas visitantes são surpreendidas por uma grande explosão na cidade, algo que a moça garante nunca acontecer na cidade. Assim, ela sai para investigar o que está acontecendo e se depara com um homem a jogando na barreira para protegê-la da explosão seguinte. Passado o susto e feitas as devidas apresentações, Bram  informa a Susanna que está ali para falar com Sir Lewis, o conselheiro do exercito inglês e como o oficial fica sabendo na hora, pai da moça.


      O coronel Bram está em um período de licença do exercito, por causa da sua última missão. Ele levou um tiro no joelho e quase teve a perna amputada pelos médicos do exercito. Para a maioria dos colegas, o coronel deveria entrar para a reserva ou então aceitar um cargo administrativo, mas ele era um homem que nasceu para a guerra e não podia se deixar abater por causa do que viveu. Assim, ele estava determinado a ir até Spindle Cove para pedir a ajuda de Sir Lewis.

      Logo de cara Susanna e Bram se estranham, mas como todas as histórias clichês fica bem claro que essa raivinha e implicância gratuitas são reflexo de uma atração fatal entre o casal. E como acontece nos romances, depois de várias idas e vindas, eles finalmente se acertam e se entregam ao amor. Porém, como a “líder das solteironas” ela pede que tudo permaneça em segredo, para não abalar a reputação dela e principalmente afastar as moças da cidade.

      “Uma noite para se entregar” é um romance de época que trata sobre o feminismo, um tema que é tabu e considerado assunto proibido para as moças daquela época. Susanna é a peça central de uma verdadeira colônia de moças consideradas fora dos padrões da etiqueta social e por esse motivo merecem ser excluídas das rodas sociais. Mesmo o desfecho da história sendo clichê, as atitudes de empoderamento feminino presentes no livro são bastante marcantes.


       Outro ponto que é tratado na história é o fato de uma cidade inteira ter se transformado para suprir as necessidades de suas moradoras. Como o número de homens que moram na área é bem pequeno não vale a pena para os comerciantes manterem negócios como tavernas ou casas de jogos, pois não há público para isso. Desse modo, a taverna se transforma em uma casa de chás e o serralheiro é especializado em fazer e consertar joias. São esses homens e mais alguns poucos que ainda vivem na região que Bram precisará treinar e capacitar para serem soldados da milícia que o tenente precisa formar no forte de Spindle Cover.

      Mesmo adorando e sendo fã de romances de época, não fiquei muito empolgada com o primeiro livro dessa série/trilogia, pois achei que em alguns momentos a autora poderia ter sido mais concisa. Além disso, o romance do casal principal foi bastante previsível e teve uma influência bastante grande na mudança de caráter e de opinião dos dois. Em um dia Bram e Susanna não querem saber de se apaixonar, no outro eles já nem se lembram do que é viver um sem o outro.



      Espero sinceramente que os próximos livros da autora sejam mais empolgantes e bem menos óbvios, sem contar que os personagens precisam ser um pouco melhor construídos no que se refere ao lado psicológicos/personalidade. Eles podem até cair instantaneamente de amor, porém não precisam esquecer quem são, nem as bandeiras que sempre defenderam. 

       Obrigada por acompanharem meu trabalho. Não se esqueçam de seguir as redes sociais do blog e o canal do Youtube (Clique aqui para se inscrever). Bjoxxx e até a próxima =) 

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