[Resenha] Uma morte horrível


 Título original: Cadavre Exquis
Autora: Pénélope Bagieu
Editora: Nemo

      Zoé é uma musa do salão, uma daquelas moças que trabalham em feiras e convenções apresentando os produtos das marcas. Mas, ao contrário do “glamour” que a maioria das pessoas imaginam, ela precisa lidar com cantadas indesejadas, colegas de trabalho que muitas vezes estão tão estressadas quanto ela e um horário de trabalho extremamente puxado. Como se isso tudo não bastasse, Zoé ainda tem que aguentar as grosserias de um namorado desempregado que não faz nada e ainda por cima está dividindo o apartamento com ela.


      Cansada de sua vida estressante e completamente sem graça, a garota resolve desabafar seus problemas com uma de suas colegas, mas em resposta ela ouve umas boas verdades e se sente totalmente injustiçada. Até que um dia enquanto almoça em uma praça, ela vê um homem meio que escondido, observando pela janela. Simpática, a garota dá um tchauzinho para o homem que se esconde atrás das cortinas.


      Thomas é um grande escritor. Conhecido mundialmente por seus best-sellers, ele está a muito tempo sem nenhuma inspiração para seu novo livro. Desconfiado até da própria sombra, ele acha estranho o fato daquela jovem ir até seu apartamento apenas para usar o banheiro e acredita que ela seja uma repórter disfarçada, que foi enviada para revelar os segredos que ele esconde.


      Nenhum pouco intelectual,  Zoé não faz ideia que aquele homem que a deixou usar o banheiro é famoso, muito menos dos segredos que Thomas esconde. Por isso, quando ele pede que ela volte ao apartamento, a garota vê um sopro de esperança para mudar sua vida. Juntos Zoé e Thomas irão viver uma verdadeira lua de mel, principalmente porque depois da garota, a inspiração do escritor voltou com força total. Eles vivem nesse mar de rosas até Agathe aparecer em uma madrugada qualquer no apartamento de Thomas. Quem é Agathe? Simples , a ex-mulher e agente literária do autor.


      Os traços de Pénélope Bagieu são bastante parecidos com os de desenhos animado e pelo menos, à mim remeteu a desenhos antigos que passavam na TV durante a infância. Além disso, a cartela de cores usada nos desenhos muda de acordo com os sentimentos e atividades realizadas pela protagonista, mas não fogem muito do tom básico do azul, que aparece em praticamente 100% dos quadros.


      Particularmente, eu não conhecia as ilustrações nem o texto da autora e achei bem interessante o fato dela usar uma protagonista feminina que foi  de um extremo ao outro:  de mulher vítima de um relacionamento abusivo, a uma pessoa totalmente empoderada. Um dos fatores que ajudaram bastante nessa mudança de atitude da Zoé  foi o próprio Thomas e seu segredo. Com isso, o final da HQ se tornou  bem surpreendente e até mesmo um pouco inesperado. 


       Obrigada por acompanharem meu trabalho. Não se esqueçam de seguir as redes sociais do blog e o canal do Youtube (Clique aqui para se inscrever). Bjoxxx e até a próxima =) 

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