[Resenha] O diário de Anne Frank


Título original: O anexo – Notas do diário de 12 de junho de 1942 a 1º de agosto de 1944
Autora: Mirella Spinelli
Editora: Nemo

Sinopse:

 Em 1942, Anne Frank, uma garota judia de apenas 13 anos, é forçada a se esconder com a família diante das constantes ameaças dos nazistas. Em seu diário, ela narra a própria história, privada do mundo exterior, enquanto sonha em ter sua liberdade de volta. Por meio dele, podemos acessar os sentimentos mais profundos da garota que, presa por tanto tempo em um pequeno abrigo com outras sete pessoas, ainda se revela uma jovem engraçada, sensível e cheia de esperança.
Anne Frank não conquista a tão sonhada liberdade, mas sua história sobrevive.



O diário de Anne Frank em quadrinhos é uma adaptação do título O anexo: notas do diário de 12 de junho de 1942 a 1º de agosto de 1944, um relato doce e, ao mesmo tempo, melancólico da menina judia e sua experiência durante a Segunda Guerra.

Resenha:


                Uma das coisas que me deixam mais orgulhosa em escrever aqui no blog é poder expressar o que sinto durante a leitura. Seja raiva, amor, tristeza ou alegria, o fato de poder falar tudo o quê achei sobre as experiências literárias vividas é maravilhoso.


                Assim, a HQ “O diário de Anne Frank” pode ser considerada uma das melhores leituras que fiz esse ano. É incrível como essa leitura rápida me deixou emocionada, pois não tem como não se envolver com o drama dos personagens, nem ficar indiferente ao verdadeiro massacre promovido gratuitamente contra os judeus. Por mais que escutemos relatos sobre os anos de exclusão, fuga e principalmente caça aos judeus, é impossível não se emocionar com os relatos de quem viveu o terror daqueles anos.


                Um dos momentos que mais merecem destaque é quando a família Frank esta de mudança para o esconderijo e a Anne diz à irmã que as lembranças, os objetos que ela juntou a vida inteira e trazem recordações são bem mais importantes do que as roupas. Para a maioria das crianças da nossa realidade o que importa é o ter e não ser, um questionamento que precisa ser diariamente debatido, já que mesmo o contexto histórico em que vivemos seja outro, os valores sociais e ideológicos precisam está em constante pauta.


                Outro trecho que me levou às lágrimas foi a Anne falar que desejava viver mesmo após a morte, objetivo que ela alcançou sem saber, pois o seu livro deveria ser usado como leitura obrigatória em todas as escolas, para mostrar a realidade dos refugiados da Segunda Guerra. Mas, sem sombra de dúvidas, o que deixa qualquer leitor intrigado e arrasado é saber que a garota e as outras sete pessoas que viviam com ela foram parar nos campos de concentração tão perto do fim da guerra. Eles enfrentaram grandes perigos ao longo de dois anos (1942 - 1944), durante os quais poderiam ter sido presos e até mesmo mortos, mas conseguiram viver sem poder nem olhar através das janelas.


                Durante esses dois anos, é interessante observar que os adultos tentavam tornar o tempo das crianças produtivo, incentivando-os a continuar estudando. Fora isso, as descrições da rotina dentro do Anexo, com horário determinado até para ir ao banheiro, mostra ao leitor o quanto devemos agradecer por vivermos em um país livre e que acolhe todos os povos de braços abertos. Se traçarmos um panorama rápido com a atualidade do que estamos vendo acontecer com as pessoas da Síria, talvez possamos considera-los os “judeus” do séc. 21 e que assim como 1945 poderá surgir um texto tão rico e delicado, com relatos reais para emocionar a todos nós.


                Mirella Spinelli transporta o leitor para o Anexo que a Anne Frank morou durante os dois anos, através da riqueza de detalhes e os traços precisos de suas ilustrações. Autora da HQ Leonardo da Vinci, a mineira é ilustradora, artista plástica e professora e soube como poucos emocionar com as imagens/ artes. Se essa HQ não tivesse textos apenas imagens, já tocaria fundo e emocionaria da mesma forma, pois toda agonia, tristeza e os raros momentos de felicidade vividos durante os anos relatados estão registrados de maneira primorosa.

        Obrigada por acompanharem meu trabalho. Não se esqueçam de seguir as redes sociais do blog e o canal do Youtube (Clique aqui para se inscrever). Bjoxxx e até a próxima =) 


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