[Resenha] Eu, Robô


 Título original: I, Robot
Autor: Isaac Asimov
Editora: Aleph

                Será que estamos realmente preparados para viver em um mundo em que os robôs serão a maioria da população? Ou ainda, em um mundo dominado pelas máquinas? Em “Eu, Robô” Isaac Asimov nos apresenta nove histórias que abordam exatamente essa temática e comprovam que ao longo da trajetória de evolução a humanidade tornou-se muito mais dependente da tecnologia do que se si mesma. Narrados pela Dra. Susan Calvin, uma psicóloga roboticista da U.S. Robots and Mechanical Men Inc. os casos de relação emocional entre humanos e robôs de todos os tipos muitas vezes beiram à passionalidade e nos fazem apreciar as máquinas que existem no mundo através de uma nova perspectiva, muito mais emocional do que aquela ao qual estamos acostumados.


                Em “Robbie”, a primeira história da publicação temos um robô-babá que desenvolveu um relacionamento de amizade e confiança com a pequena Glória, a menina de 8 anos que tomava conta. A máquina havia entrado na vida da garotinha muito cedo e com o tempo tornou-se seu melhor, único e verdadeiro amigo. Mesmo sendo de um modelo que não possuía a tecnologia da fala, Robbie era facilmente compreendido, por quem o cercava. Mas, a relação entre a máquina e a pequena foi rapidamente quebrada, pois a mãe da menina começou a achar extremamente estranha aquela relação  de entrega das duas partes.

                Como o tempo passa e com ele a tecnologia evolui, nesse livro passamos por avanços revolucionários, entre eles a expansão espacial da humanidade. Assim, desembarcamos na segunda história da publicação, com homens explorando o planeta Mercúrio e contando com a ajuda de robôs em sua missão. A partir daí, a cada novo conto o homem consegue alcançar objetivos antes inatingíveis e que nos levem a refletir que, caso não perdêssemos tanto tempo empenhados em construir armas de destruição em massa, ou planejando como impor nossas ideologias a outras pessoas contra a vontade delas, ou até mesmo nos preocupando mais com a vida e a opinião de outras pessoas, poderíamos de fato está muito mais evoluídos mental e tecnologicamente.


                De todas, a última história “O conflito evitável” foi que menos teve graça ou despertou meu interesse. Na verdade, em minha opinião ela é mais um grande relatório de como a humanidade estaria agrupada e organizada no ano em que ela acontece e sob as expectativas que o autor tinha para a humanidade. E infelizmente, mesmo em um universo tão fantástico e revolucionário como o que foi criado por Asimov encontramos a insatisfação e mesquinhez  humana presentes em vários setores e enraizada com o objetivo de acabar com aquilo que foi construído ao longo de tantos anos.


                “Eu, Robô” foi o primeiro livro de ficção científica que me propôs a ler, sem pré-julgamentos ou até mesmo sem ir através da opinião de outras pessoas. Sabia que era um clássico da literatura em seu segmento e uma obra escrita muito à frente do seu tempo, mas confesso que tinha certo receio e demorei bastante (quase dois anos) para abrir e praticamente devorar o livro. Fiquei bastante surpresa e acabei descobrindo um novo estilo literário para apreciar e reservar um espaço na (futura nova) estante.


                Ao final do livro, ainda encontramos um super depoimento do próprio Asimov sobre suas experiências no universo da literatura sci-fi e como isso contribuiu para a construção de seus livros. 


          Obrigada por acompanharem meu trabalho. Não se esqueçam de seguir as redes sociais do blog e o canal do Youtube (Clique aqui para se inscrever). Bjoxxx e até a próxima =) 

Share this:

JOIN CONVERSATION

    Blogger Comment

0 comentários :

Postar um comentário